'Dos 30 minutos de frustração contra Ponte aos 30 da redenção no Uruguai'

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da aposte e ganhe: Seja sincero: quando o jogo estava no intervalo, e o Peñarol (URU) vencia por 2 a 0, você reclamou que o Palmeiras estava apático como contra a Ponte Preta, que nada dava certo, questionou se Eduardo Baptista deveria ficar… Pois assim como a classificação à final do Paulista se foi em meia hora (34 minutos mais precisamente), a renovação da esperança também veio em meia hora (28 minutos mais precisamente) nessa quarta, na épica virada sobre os uruguaios.

A ideia de jogar com três zagueiros não deu certo. O time não marcou bem, foi nulo no ataque e acabou levando dois gols no primeiro tempo. Pior do que a postura, os jogadores pareciam não entender como jogar com o esquema. Pois então Eduardo Baptista, contestado e que errou na escalação, acertou bastante na volta do intervalo.

Michel Bastos virou lateral-esquerdo, o sistema de três zagueiros foi abolido, e Willian tornou-se um perigo maior perto da área do que Borja. Tchê Tchê, muito tímido nos últimos jogos tendo de principalmente marcar, teve mais liberdade em Montevidéu e voltou a mostrar o bom rendimento de costume.

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Engolido pela Macaca em pouco tempo, o Palmeiras engoliu o Peñarol também em pouco tempo. Rodou a bola, marcou sob pressão, criou oportunidades e os gols foram saindo. Quando veio o 2 a 2, o resultado parecia cair dos céus diante da atuação tão fraca na primeira etapa. Mas era até pouco pelo que produziu o atual campeão brasileiro após o intervalo. Os uruguaios não tiveram resposta para a nova tática alviverde.

Na tabela o resultado tem um peso importante, claro, já que o Verdão está praticamente classificado às oitavas de final da Libertadores – precisa de um ponto nos próximos dois jogos. Mas a forma como a vitória aconteceu tem mais relevância para a “casca” deste elenco.

Temendo levar uma goleada após 45 minutos, os palmeirenses saíram do Campeón del Siglo com um resultado histórico, por tudo que envolveu. Um resultado gigante num momento de questionamentos sobre a relação do elenco, o que pode fazer este grupo, e o futuro de Eduardo Baptista.

O técnico, aliás, foi um dos protagonistas por sua entrevista revoltada após o jogo. Concorde ou não, ele desabafou depois de um jogo que sabia ser chave para a sequência de seu trabalho. Após a eliminação para a Ponte, não iria cair bem uma derrota com futebol tão pobre e que embolaria a chave na Liberta.

Após duas vitórias no último lance, o Palmeiras teve nessa quarta sua melhor atuação na Libertadores – contando o segundo tempo. O que aconteceu depois do intervalo dá esperança de que este time parece mais com o que virou em 30 minutos em Montevidéu, do que o que perdeu em 30 minutos em Campinas.

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